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22 de novembro de 2009

Moradores de Bitupitá temem avanço nas dunas na região

O avanço das dunas no distrito de Bitupitá, no município de Barroquinha (a 413 km de Fortaleza), continua preocupando a população. Segundo o ambientalista Jorge de Moura, que é secretário executivo do Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns e Sertões de Crateús (Parisc), o avanço das dunas tem aterrado lagoas, plantas rasteiras e até árvores, além de estradas da região, prejudicando o acesso a algumas localidades. O maior temor da população é que no futuro ocorra o isolamento do distrito.

O avanço das dunas é ocasionado pela ação dos ventos, processo natural e típico da região litorânea do Ceará. De acordo com Jorge de Moura, o deslocamento das dunas está ocorrendo com muita velocidade, e como vem aterrando olhos d-água, árvores e plantas rasteiras, está afetando diretamente a diversidade local. “Se não existe água e alimentos para aves e outros animais, a tendência é que esse desequilíbrio aumente ainda mais“, aponta.

Ainda assim, na avaliação dele, a gravidade se torna maior pelo prejuízo econômico e social que o avanço das dunas pode causar, se o distrito ficar isolado. Na opinião dele, a solução a médio prazo seria a plantação de oliveiras sobre as dunas. “No bairro de Barroquinha, essa espécie é comum. Além disso, tem o crescimento rápido, os frutos servem de alimento para aves e até para o homem“, disse. Para ele, as oliveiras ajudariam a barrar o desequilíbrio ambiental.

O problema já é antigo. Há pelo menos uma década, essa situação foi prevista pela Prefeitura, diz Moura, mas até hoje nenhuma providência efetiva foi tomada. Ao longo dos anos, a situação vem se agravando. Para ele, o Município conta com poucos recursos e não tem condições de fazer um trabalho de recuperação da sua flora e fauna. “Chegamos a um momento crítico. Ou o Estado intervém diretamente com o Governo Federal ou, infelizmente, Bitupitá, daqui a alguns anos, vai ficar só na lembrança e só vamos visitar através de fotografias“, lamenta.

O POVO tentou contato com a Prefeitura de Barroquinha, mas tanto o prefeito Ademar Pinto Veras, quanto o chefe de gabinete, Laércio Pinto Veras, não foram localizados. Conforme a Superintendência Estadual do Meio Ambiente, o próprio Município tem que ver no Plano Diretor da cidade se existe algum tipo de planejamento ou se as construções em Bitupitá são irregulares ou fruto de ocupação.

Fonte: O Povo

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